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sábado, 11 de março de 2017

25 anos passados da Missão Paz em Timor

Faz hoje 25 anos que o pequeno ferry português “Lusitania Expresso” enfrentou os navios de guerra indonésios com 141 jovens, de 23 países para mostrar ao mundo o que se passava em Timor tendo como objectivo colocar uma coroa de flores do cemitério de Santa Cruz.


Foto : Luis Miguel Correia

No dia 29 de Janeiro de 1992 o “Lusitânia Expresso” saiu de Lisboa. Foi à frente com 15 tripulantes a bordo e a restante comitiva juntou-se em Darwin, na costa norte australiana .
O Lusitânia Expresso era antigo, estava parado há algum tempo, navegava lentamente mas, ainda assim, foi o escolhido e percorreu mais de 17.000 quilómetros mas cumpriu a missão.
 A 9 de Março de 1992 o navio deparou-se com a frota de guerra indonésia que rodeou o navio fazendo avisos durante a noite dizendo que o “Lusitania Expresso” tinha de recuar porque estava em águas territoriais da Indonésia.







A coroa de flores não pôde ter sido deixada no cemitério de Santa Cruz, como idealizaram os organizadores, tendo sido atirada ao mar na zona onde se cruzaram com as fragatas da Indonésia.
Na altura não havia uma cobertura integral, não havia satélites, tinham um satélite no barco mas que não funcionava, portanto, não havia ninguém que desse pela presença do Lusitânia Expresso ali, a não ser as fragatas de guerra da Indonésias, pelo que o “Lusitania Expresso” voltou para Portugal, mas com a missão de sensibilização cumprida, com a  situação timorense  trazida para a opinião pública.








A Indonésia só deixou o território timorense em 1999, depois da realização de um referendo que teve o apoio das Nações Unidas.
A independência viria a ser uma realidade em 2002, dez anos depois da aventura do “Lusitânia Expresso”


Lusitania Expresso antes de ser alongado com o nome de "Roslagen"




Deixo aqui a minha homenagem a todos os que idealizaram  e participaram nesta odisseia do pequeno ferry português, naquela que foi a MISSÃO PAZ EM TIMOR





25 anos passados da Missão Paz em Timor

Faz hoje 25 anos que o pequeno ferry português “Lusitania Expresso” enfrentou os navios de guerra indonésios com 141 jovens, de 23 países para mostrar ao mundo o que se passava em Timor tendo como objectivo colocar uma coroa de flores do cemitério de Santa Cruz.


Foto : Luis Miguel Correia

No dia 29 de Janeiro de 1992 o “Lusitânia Expresso” saiu de Lisboa. Foi à frente com 15 tripulantes a bordo e a restante comitiva juntou-se em Darwin, na costa norte australiana .
O Lusitânia Expresso era antigo, estava parado há algum tempo, navegava lentamente mas, ainda assim, foi o escolhido e percorreu mais de 17.000 quilómetros mas cumpriu a missão.
 A 9 de Março de 1992 o navio deparou-se com a frota de guerra indonésia que rodeou o navio fazendo avisos durante a noite dizendo que o “Lusitania Expresso” tinha de recuar porque estava em águas territoriais da Indonésia.







A coroa de flores não pôde ter sido deixada no cemitério de Santa Cruz, como idealizaram os organizadores, tendo sido atirada ao mar na zona onde se cruzaram com as fragatas da Indonésia.
Na altura não havia uma cobertura integral, não havia satélites, tinham um satélite no barco mas que não funcionava, portanto, não havia ninguém que desse pela presença do Lusitânia Expresso ali, a não ser as fragatas de guerra da Indonésias, pelo que o “Lusitania Expresso” voltou para Portugal, mas com a missão de sensibilização cumprida, com a  situação timorense  trazida para a opinião pública.








A Indonésia só deixou o território timorense em 1999, depois da realização de um referendo que teve o apoio das Nações Unidas.
A independência viria a ser uma realidade em 2002, dez anos depois da aventura do “Lusitânia Expresso”


Lusitania Expresso antes de ser alongado com o nome de "Roslagen"




Deixo aqui a minha homenagem a todos os que idealizaram  e participaram nesta odisseia do pequeno ferry português, naquela que foi a MISSÃO PAZ EM TIMOR





terça-feira, 13 de setembro de 2011

Lusitania Expresso

No inico da decada de noventa a empresa João Silverio Pires trouxe para a Madeira e para fazer a ligação Funchal/Porto Santo o ferry Lusitania Expresso.
 Este navio foi adquirido pela Contramar para a ligação Faro/Tanger, que ao que parece não teve a aceitação esperada. O Lusitania Expresso foi o protagonista da Missão Paz em Timor organizada pelo Forum Estudante onde entre outras personalidades estava o General Ramalho Eanes. Não conseguiu chegar a Timor mas lançou flores ao mar, o que despertou o interesse internacional para o problema de Timor. De regresso a Lisboa teve um curto periodo de imoblibização e veio para a Madeira.
 Fez a ligação regular, e devido a sua reduzida velocidade foi logo alcunhado de Caracol Amarelo. Vi muitas manobras e eram sempre muito demoradas, o que no total  ficava a viagem em cerca de 4 horas. Tambem quem la viajou considerava o navio muito dancarino. Finalmente passada a epoca alta o navio foi imobilizado no Funchal, passado algum tempo foi para o Caniçal, mas como o porto ainda não disponha de molhe de proteção, foi rebocado para o Porto Santo onde ficou largos meses sendo então arrestado. Saíu para destino incerto, fontes não crediveis afirmaram que tinha ido fazer uma reparação nas Canarias, o que não consegui confirmar e depois perdi o rasto ate que um dia encontrei fotos dele na Venezuela, muito mal tratado. e com o nome de Guaiqueri Express




O Navio de Timor
(©) Copyright foto:http://www.kompasiana.com












Guaiqueri Express, Ex Lusitania Express chorando ferrugem.



(©) Copyright fotos http://www.shipspotting.com
(©) Copyright  texto: Elvio Leão

Lusitania Expresso

No inico da decada de noventa a empresa João Silverio Pires trouxe para a Madeira e para fazer a ligação Funchal/Porto Santo o ferry Lusitania Expresso.
 Este navio foi adquirido pela Contramar para a ligação Faro/Tanger, que ao que parece não teve a aceitação esperada. O Lusitania Expresso foi o protagonista da Missão Paz em Timor organizada pelo Forum Estudante onde entre outras personalidades estava o General Ramalho Eanes. Não conseguiu chegar a Timor mas lançou flores ao mar, o que despertou o interesse internacional para o problema de Timor. De regresso a Lisboa teve um curto periodo de imoblibização e veio para a Madeira.
 Fez a ligação regular, e devido a sua reduzida velocidade foi logo alcunhado de Caracol Amarelo. Vi muitas manobras e eram sempre muito demoradas, o que no total  ficava a viagem em cerca de 4 horas. Tambem quem la viajou considerava o navio muito dancarino. Finalmente passada a epoca alta o navio foi imobilizado no Funchal, passado algum tempo foi para o Caniçal, mas como o porto ainda não disponha de molhe de proteção, foi rebocado para o Porto Santo onde ficou largos meses sendo então arrestado. Saíu para destino incerto, fontes não crediveis afirmaram que tinha ido fazer uma reparação nas Canarias, o que não consegui confirmar e depois perdi o rasto ate que um dia encontrei fotos dele na Venezuela, muito mal tratado. e com o nome de Guaiqueri Express




O Navio de Timor
(©) Copyright foto:http://www.kompasiana.com












Guaiqueri Express, Ex Lusitania Express chorando ferrugem.



(©) Copyright fotos http://www.shipspotting.com
(©) Copyright  texto: Elvio Leão